sábado, 10 de fevereiro de 2007

Influência da Índia é chave para fim do impasse na OMC

Os Estados Unidos vêem o papel tradicional de liderança da Índia no mundo em desenvolvimento como uma chave para avançar nas negociações sobre o comércio global, disse o secretário de Comércio norte-americano, Carlos Gutierrez, nesta sexta-feira antes de uma viagem a Nova Délhi.

"A liderança da Índia é necessária para conseguir um acordo na OMC (Organização Mundial de Comércio) que ajudará o mundo todo e a Índia também", disse Gutierrez, que viaja no domingo à Índia.

Ele disse que Washington olha para a influência da Índia no mundo em desenvolvimento como uma forma de ajudar a retomada das negociações no âmbito da Rodada Doha de livre comércio da OMC. As conversas foram suspensas há seis meses em meio a divergências entre os membros.

"Enquanto os países em desenvolvimento observam a Índia, eles procuram por pistas da Índia, nós vamos precisar ver o movimento na agricultura, a qual, é claro, entendemos ser uma importante decisão para a Índia", disse Gutierrez a repórteres.

A Índia também precisa ajudar a quebrar barreiras no comércio dos setores manufatureiro e de serviço, disse ele.

A chave para um acordo é conseguir cortes mais profundos nos subsídios agrícolas dos EUA, que os países em desenvolvimento afirmam dar uma injusta vantagem de mercado aos agricultores norte-americanos, segundo analistas. O mesmo se aplicaria às tarifas impostas por grandes importadores, como a União Européia e o Japão, entre outros.

Grandes países em desenvolvimento, como o Brasil e a Índia, teriam que concordar em abrir seus mercados, principalmente para bens industriais e serviços, mas também, no caso da Índia, para bens agrários.

Gutierrez disse que o comércio anual de 29 bilhões de dólares entre Índia e EUA mostra que a relação de negócios "não estava com todo o seu potencial".

Turismo: China será o maior destino turístico mundial até 2020

A China será antes de 2020 o maior destino turístico mundial, refere hoje o jornal oficial chinês Beijing Times, que cita Francesco Frangialli, secretário-geral da Organização das Nações Unidas para o Turismo Mundial (UNWTO, em inglês).

Segundo Francesco Frangialli, a China ultrapassou Itália em 2006, tornando-se no quarto maior destino turístico do mundo.

Em 2006, a China recebeu um novo recorde de 128,2 mil milhões de turistas, representando um aumento de 10 por cento em comparação com 2005, segundo dados da Administração Nacional de Turismo da China.

A UNWTO prevê que a China ultrapassará os Estados Unidos como maior destino turístico do mundo antes de 2020, afirmou Frangialli, que apresentou as estimativas das Nações Unidas na cerimónia de entrega do prémio "Melhores Cidades Turísticas da China" às cidades de Chengdu, na província de Sichuan (sudoeste da China), Hangzhou, na província oriental de Zhejiang, e Dalian, na província de Liaoning, no nordeste do país.

A indústria turística chinesa tem vindo a desenvolver-se de forma rápida, com o crescimento económico da China e as políticas de reforma e abertura ao exterior do país.

Entre 1978, quando a China iniciou o seu processo de abertura, e 2005 o número de turistas estrangeiros a visitar a China aumentou 66 vezes, representando um crescimento de 111 vezes nas receitas arrecadadas pelo país.

China começa operação para despoluir suas cidades

A china começou nesta sexta-feira (9) uma grande operação para despoluir as cidades sede dos Jogos Olímpicos do ano que vem.

Uma das siderúrgicas mais poluidoras de Pequim já está sendo desmontada. Uma fábrica mais moderna e mais limpa vai ser construída a 200 km de distância.

Com isso, a fumaça que cobre a capital chinesa deve ser reduzida em mais da metade.

A China tem hoje cidades e rios que estão entre os mais poluídos do mundo, uma conseqüência direta do processo de industrialização e da entrada do país na economia de mercado.

Militar diz que EUA é ameaça à Rússia

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas russas afirmou que os Estados Unidos estão expandindo sua presença econômica, política e militar em tradicionais zonas de influência da Rússia, o que seria, segundo ele, a maior ameaça à segurança do país, no mais recente sinal do crescente esfriamento nas relações entre Moscou e Washington.
O general Yuri Baluyevsky disse também a ameaça militar enfrentada hoje pela Rússia é maior do que a que existiu durante a Guerra Fria e propôs que a nação formule uma nova doutrina militar a fim de responder ao desafio, segundo um discurso divulgado ontem no site do Ministério da Defesa.
“A cooperação da Rússia com o Ocidente buscando estabelecer um interesse estratégico comum ou próximo não tem ajudado na sua segurança militar”, disse Baluyevsky no discurso, feito em recente conferência sobre segurança em Moscou.

Rússia reforça arsenal de mísseis

A Rússia garantiu hoje que reforçará o seu arsenal de mísseis intercontinentais como retaliação contra o sistema anti-míssil (NMD) norte-americano a instalar na Polónia e República Checa.

Falando no encerramento da reunião informal de dois dias dos 26 ministros da Defesa da Aliança Atlântica (NATO) - mais os sete do Diálogo Mediterrânico e a Rússia - em Sevilha, Espanha, Serguei Ivanov, face ao NMD (National Missile Defense) no leste europeu, prometeu «desenvolver uma estratégia própria», assente na «resposta assimétrica», que «exclui uma corrida ao armamento».

«Não toleraremos, sob circunstância alguma, ficar sob pressão política, ou militar», assegurou Ivanov.

Em Janeiro, a administração norte-americana pediu para, até 2012 e visando alegadamente prevenir uma ataque do Irão, Varsóvia acolher uma dezena de interceptores e Praga um radar do NMD norte- americano sobre a Europa, desencadeando a ira de Moscovo.

Tentando sossegar Ivanov, o secretário da Defesa norte- americano, Robert Gates, explicou que o NMD «não representa uma ameaça para a Rússia».

Ivanov anuiu, mas não deixou de perguntar «o que há por trás das intenções» de Washington, porque o NMD carece de «justificação técnica» para ficar em território europeu.

O argumento norte-americano contra o regime dos ayatollah não tem «consistência», em palavras do dignitário do Kremlin.

«Não é preciso um NMD contra terroristas», ironizou o ministro da Defesa russo, pedindo ao seu colega Gates para «olhar para o mapa» e constatar a impossibilidade de qualquer foguetão iraniano, ou norte-coreano, chegar à Polónia, ou República Checa.

A reunião da NATO abordou ainda o futuro estatuto da província sérvia do Kosovo, sob administração das Nações Unidas (MINUK) desde 1999 e onde os aliados têm um contingente de paz (KFOR), bem como o reforço dos efectivos da Força Internacional para a Assistência à Segurança (ISAF) no Afeganistão.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Amadores acham ovos de dinossauro na Índia

Uma equipe de paleontólogos amadores encontrou mais de cem ovos fossilizados de dinossauros do período Cretáceo na região de Madhya Pradesh, no centro da Índia, informa a edição desta terça-feira (06) do jornal "Hindustan Times".

Os ovos foram achados no distrito de Dhar, a cerca de 150 quilômetros da cidade de Indore, em dezembro. Mas a equipe só anunciou a descoberta depois de confirmar que os fósseis eram efetivamente de dinossauros.

"Na semana passada, o geólogo Tapas Ganguly, da Universidade de Howrah, confirmou as características dos fósseis", declarou ao jornal Vishal Verma, um dos paleontólogos da organização Mangal Panchayatan Parishad, dedicada a explorar a região. "Todos os ovos estavam no mesmo local. Em cada ninho havia de seis a oito ovos", contou.

O período Cretáceo, de 144 a 65 milhões de anos atrás, é considerado a última fase da era dos dinossauros. Os especialistas acham que os ovos podem pertencer a três tipos de dinossauros do grupo dos saurópodes, gigantescos herbívoros que podiam atingir até 25 metros de comprimento.

EMBRAER tenta vender nove aviões de defesa para Índia

A fabricante brasileira de aviões Embraer está tentando vender nove aeronaves de defesa para a Índia, um grande mercado emergente para equipamentos aéreos comerciais e militares.

"A idéia é ter nove aviões basicamente para vigilância aérea. Eles também serão usados para transportar pessoas", disse o vice-presidente da Embraer, Sergio Bellato Alves, em entrevista coletiva.

"Se a Força Aérea da Índia decidir que isso é conveniente para eles, logo vamos avançar no processo. Estamos confiantes na conquista do contrato", disse o executivo na quarta-feira, antes da abertura da Aero India 2007, em Bangalore.

Embraer, Boeing, Airbus e Lockheed Martin estão participando da feira indiana aérea de cinco dias.

A Índia está considerando a compra de equipamentos militares no momento em que o país trabalha para modernizar sua força aérea após anos de negligência. O país avalia a compra de seis aviões de carga C-130J da Lockheed.

A Índia também pretende adquirir 126 caças, avaliados em perto de 10 bilhões de dólares. O F-18 Super Hornet, da Boeing, está na disputa contra o F-16, da Lockheed.

Alves disse ainda que a Embraer também está trabalhando com a Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa da Índia na produção do sistema Airborne Early Warning & Control (AEW&C), de vigilância de aviões.